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A verdade está a ser manipulada?
A Quem Pertence a Verdade? O Controlo dos Media e a Urgência da Nossa Voz
Por António Cunha
Publicado em 26/03/2025 14:57
Opinião

 

Num mundo em que somos bombardeados por informação a cada segundo, é fácil acreditar que estamos mais livres, mais esclarecidos, mais capazes de pensar por nós próprios. Mas e se toda essa avalanche de notícias, imagens e discursos não passasse de uma ilusão cuidadosamente construída? Uma cortina de fumo para esconder uma verdade inquietante: os media estão nas mãos de um punhado de grandes grupos económicos e interesses cada vez mais autoritários.

 

A questão não é nova, mas tornou-se urgente. A cada fusão, a cada aquisição milionária no mundo da comunicação, o que perdemos é pluralismo. E quando o pluralismo morre, morre com ele a democracia.

 

 

Os donos da informação

 

Os principais jornais, canais de televisão e portais noticiosos que moldam a opinião pública global pertencem a conglomerados gigantes. Empresas com interesses que vão muito além da informação: petróleo, bancos, armas, telecomunicações, farmacêuticas. Agora, pergunte-se: que tipo de jornalismo pode nascer num ambiente onde a verdade deve sempre pedir autorização ao lucro?

 

Estes grupos não são neutros. Têm agendas. E essas agendas não passam, geralmente, por garantir o direito do público à informação isenta. Passam, isso sim, por proteger investimentos, promover ideologias convenientes e silenciar tudo o que ameace a ordem estabelecida.

 

 

A informação como arma

 

Controlar os media é controlar a narrativa. E quem controla a narrativa, controla o imaginário coletivo. Decidem o que é uma crise, o que é uma prioridade, quem é o vilão da semana e quem é o herói — mesmo que, no mundo real, os papéis sejam exatamente os opostos.

 

O resultado é um público anestesiado, dividido, permanentemente distraído. Enquanto se discute o vestido da celebridade ou o novo escândalo inventado do momento, os verdadeiros escândalos — os que destroem vidas, roubam direitos, perpetuam injustiças — passam em silêncio, enterrados sob o ruído.

 

 

A ascensão do totalitarismo suave

 

Mais preocupante ainda é a forma como este controlo da informação está a ser usado por interesses cada vez mais autoritários. O totalitarismo moderno não precisa de tanques nas ruas. Basta-lhe controlar o feed. As redes sociais, os motores de busca, os algoritmos: tudo desenhado para reforçar bolhas, manipular emoções e minar o pensamento crítico.

 

Em nome da “segurança”, da “unidade” ou do “interesse nacional”, vemos governos e corporações a censurar conteúdos, reescrever histórias e calar vozes dissidentes. Muitas vezes com o aplauso dos próprios cidadãos, convencidos de que estão a ser protegidos.

 

 

A verdade está a ser vendida. Vais continuar a comprá-la ou vais começar a procurá-la?

 

 

É Hora de Agir

 

Mas nem tudo está perdido. Ainda podemos recuperar o controle da informação e garantir que ela sirva ao interesse público, e não a uma minoria poderosa. Aqui estão algumas ações que podemos tomar hoje mesmo:

 

  1. Questione o que Você Consome
    Não aceite tudo o que lê ou ouve como verdade. Faça perguntas, compare informação, pesquise fontes diferentes e forme sua própria opinião
  2. Consuma Informação Independente
    Apoie veículos de comunicação independentes e alternativos. Eles são essenciais para garantir a diversidade de vozes e o jornalismo investigativo
  3. Denuncie a Manipulação
    Compartilhe histórias que expõem a manipulação dos media e conscientize outras pessoas sobre o problema
  4. Exija Transparência
    Peça aos governos e às empresas de comunicação que sejam transparentes sobre suas fontes de financiamento e suas práticas editoriais
  5. Participe de Movimentos Sociais
    Junte-se a organizações que lutam pela liberdade de imprensa e pela democratização dos media.

 

É tempo de tirar o controlo da informação das mãos de quem lucra com a ignorância. De recusar ser apenas audiência passiva de um espetáculo manipulado. De sermos agentes ativos, críticos, incómodos.

 

A verdade pertence a quem a procura. E agora, mais do que nunca, precisamos de ser muitos a procurá-la.

 

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