Vivemos a era da revolução digital! Segundo os entusiastas da tecnologia, a inteligência artificial está a mudar o mundo, criando arte, escrevendo livros e até tomando decisões complexas, necessitando somente de algumas instruções de como se quer o produto final.
Os seus criadores pretendem afirmar que a Inteligência Artificial (IA) irá consolidar-se como uma das maiores revoluções tecnológicas da atualidade. Segundo eles, mais do que um avanço da informática, a IA representa a busca incessante por sistemas capazes de raciocinar, aprender e tomar decisões, aproximando-se cada vez mais da inteligência humana.
No cerne desta tecnologia está a capacidade de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões e fazer previsões com um nível de precisão que supera a capacidade humana. Da automação industrial ao atendimento ao cliente, da medicina à segurança cibernética, a IA já se faz presente em inúmeras áreas, transformando processos e otimizando soluções.
A inteligência artificial é considerada como a "tecnologia que nos fez chegar ao futuro " ou, pelo menos, é isso que nos é dito e redito imensas vezes.
Simples assim?

Não nos parece porque nenhum desses sistemas tem inteligência, consciência ou qualquer vestígio de pensamento real!
No cerne desta tecnologia está a capacidade de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões e fazer previsões com um nível de velocidade e precisão que supera a capacidade humana. Na prática, essas máquinas não fazem mais do que jogar um jogo de estatísticas extremamente sofisticado. Elas não entendem nada, apenas fazem previsões baseadas em correlações.
Mas esta ilusão (composta por uma análise de um enorme volume de dados a uma velocidade de processamento imensa), tem um preço: além dos elevados custos financeiros, o funcionamento de um sistema destes exige um consumo absurdo de energia e água, além de gerar uma pegada ecológica alarmante, comparável a cenários distópicos dignos de um vilão de ficção científica.

"Inteligência" Artificial, ou Estatísticas com Marketing?
A mágica da IA moderna nada mais é do que um truque de estatística em larga escala. Esses sistemas analisam milhões e milhões de textos e calculam a palavra mais provável a ser usada a seguir. Quando você pergunta algo para um chatbot, ele não pensa na resposta — ele apenas lhe dá uma resposta, baseada somente em toneladas de dados processados.
É como se um papagaio de luxo decorasse frases de grandes filósofos e as recitasse sem entender nada do que está dizendo. Mas, para o público, o truque funciona. Afinal, um sistema estatístico que gera frases coerentes parece muito mais impressionante quando recebe um nome chique como "inteligência artificial".
A ironia? Quanto mais esses sistemas avançam, mais claro fica que eles não pensam. Eles não aprendem no sentido humano da palavra. Eles não acumulam experiência. O acúmulo de experiência na Inteligência Artificial (IA) refere-se ao processo contínuo de aprendizado e aprimoramento dos sistemas de IA à medida que interagem com dados, executam tarefas e ajustam os seus algoritmos com base em novas informações, ou seja, eles apenas identificam padrões e reproduzem textos convincentes — um espetáculo de fantoches digitais movidos a equações matemáticas.

O Custo Ambiental da Burrice Computacional
Se esses sistemas fossem apenas inofensivos geradores de frases elegantes, tudo bem. O problema é que manter essa farsa em pé exige um custo energético absurdo.
Os dados da IA são processados em enormes fazendas de servidores gigantescas, que consomem eletricidade como se fossem pequenas cidades e sugam água como se estivéssemos no meio de um deserto. Alguns estudos mostram que treinar um único modelo de IA pode consumir mais energia do que um ser humano médio gasta em toda a sua vida.
E o mais engraçado? Todo esse gasto energético não está criando uma máquina pensante, nem um ser capaz de compreender o mundo. Está apenas refinando um sistema de estatísticas que tenta prever qual palavra vem depois de outra.
Mas as empresas de tecnologia já têm uma resposta para isso! Quando questionadas sobre o impacto ambiental, garantem que suas operações serão "carbono neutro" em algum ponto do futuro — um futuro convenientemente distante o suficiente para que ninguém cobre.

A Ilusão de uma IA Onipotente
Enquanto isso, os jornais, filmes e empresários do Vale do Silício vendem a ideia de que estamos às portas de uma revolução, onde a IA vai substituir trabalhadores, tomar decisões e até escrever poesia melhor que os humanos.
Mas a realidade é outra. Esses sistemas não fazem nada sozinhos. Eles precisam de milhares de servidores, uma infraestrutura gigantesca e energia de sobra apenas para gerar respostas que, no fim das contas, são só um espelho da internet.
O sonho da inteligência artificial consciente ainda não passou de ficção científica. O que temos, por enquanto, é um show de ilusionismo digital sustentado por números, propaganda e um consumo energético que desafia qualquer lógica sustentável.
Portanto, quando alguém disser que a IA está revolucionando o mundo, pergunte: "E quanto de energia ela gastou para prever que eu faria essa pergunta?"
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